04 março 2018

Eu sempre fui azul


Oi amores! <3
Ano passado eu trouxe as primeiras impressões do livro “Eu sempre fui azul” (Se quiser conferir é só clicar aqui.) e para a resenha eu usei como base o meu primeiro texto.
Esse foi o primeiro livro que li no ano de 2018, foi um livro muito difícil para ler, por já ter passado por algumas situações que mostra no livro e que ao recordar eu chorei muito, mas foi uma leitura que eu gostei muito e por isso estou compartilhando com vocês.

Título: Eu sempre fui azul
Autor: Lohran Rocha
Gênero/ ano: Drama / 2017
Editora: Editora Skull
Onde encontrar: Loja Skull
Sinopse:
“Muitos encaram a depressão de maneiras diferentes, alguns se escondem da sociedade mantendo-se em um quarto escuro. Paulo se inclui nessa classe de pessoas, mas diferente delas, seu quarto não é escuro, ele é Azul, assim como seus sentimentos.Paulo tem 17 anos e após perder sua mãe e se distanciar de seu pai se encontra vivendo com seus avôs, a vida não é mais fácil, mas também não tão difícil como imaginou que seria, mesmo assim se aventurou no famoso, Baleia Azul. Prestes a cometer a sua última tarefa imposta por seu Curador, bem ao alto do Cristo Redentor, Paulo é interrompido por Alice Silva.Seria Alice um milagre em sua vida? Seu surgimento foi pura coincidência ou totalmente intencional?”

Antes de começar a história do Paulo, temos um prefácio maravilhoso escrito pelo editor Fernando Luiz, que assim como eu comentei, nos faz lembrar que depressão é uma doença e que muitos usam essa palavra como um artifício para chamar a atenção, deixando assim quem tem a doença, com mais um motivo de ficar acuado e muitas vezes não procurar ajuda com medo do que as pessoas irão pensar e falar, e ainda tem uma explicação médica sobre a depressão.
O livro conta a história de Paulo, um adolescente que tem uma vida conturbada, cheia de traumas internos, familiares e escolares. Sem amigos, vive com os avós, mas não tem o amor do avô. Filho de pais separados, sua mãe é viciada e troca sexo por drogas (fico imaginando quantas vezes ele não precisou vivenciar isso enquanto ainda morava com ela), já seu pai construiu outra família e não dá a mínima para o filho. Com tantos problemas externos e internos, ele decide que não quer mais viver e encontra no BLUE WHALE CHALLENGE, o jogo suicida da Baleia Azul uma saída para conseguir dar um fim à sua vida.
No capítulo piloto Paulo está fazendo sua contagem regressiva para se jogar do alto do Cristo Redentor, mas ele distrai-se e é interrompido e puxado para o chão por uma garota a qual ele não reconhece no momento, mas depois descobre que é a Alice.
Alice Silva, mais conhecida como Alice Maravilha estuda no mesmo colégio que Paulo é a garota popular e, com certeza, a mais bonita que Paulo já viu. Depois que impede o garoto de se jogar do Cristo, ela fica sempre próxima a ele e tenta ajudá-lo mesmo quando ele tenta ignora-la.
Com insistência Alice consegue ir quebrando as cascas de Paulo e ele também consegue enxergar por baixo das dela, que não são poucas, nascendo assim uma bela amizade.
Entre pessoas do nosso dia-a-dia que nos elevam o astral e pessoas que só nos colocam pra baixo Paulo e Alice vão aprender a viver e crescer. Até que um segredo vem balançar esse elo que aos poucos ambos tentaram construir, cada qual com um objetivo inicial, mas que foi mudando com o passar do tempo.
Samantha, a avó de Paulo também é uma peça muito importante para a construção e crescimento de Paulo. Ela é o pouco de base que ele tem e aquela pessoa que tenta a sua maneira ajudar o neto.
Pablo e Paulo se aproximam e aos poucos criam uma amizade que ajuda ele ambos a passar pelos perrengues da escola.
L.R. realmente soube usar as palavras ao abordar o tema, falar sobre depressão não é fácil e muitas vezes as pessoas não conseguem passar a mensagem de uma maneira que alcance todos, mas aqui quem já passou, passa ou nunca passou pela depressão vai conseguir entrar na história e se colocar no lugar das personagens.
Com um desfecho surpreendente e realmente dramático L.R. arrasou o meu coração, terminei o livro em lágrimas e demorei quase uma semana para conseguir realmente me concentrar em outro livro. Só consegui fazer isso depois que sentei e fiz anotações sobre como estava me sentindo, o que não vou mostrar para vocês, pois contém muito spoiler *risos*.
Eu sempre fui azul é uma história sobre depressão, mas também de amor, amizade, superações, perdas, crescimento e autoconhecimento onde o autor nos faz enxergar um mundo mais azul. E pode ter certeza que o azul não é uma cor fria, somente de tristeza e solidão, todos nós temos um pouco do azul. Esse livro me fez sentir que não estou sozinha nesse naufrágio. E que com apoio, a ajuda certa e muito carinho podemos ganhar o mundo, e o principal, podemos ganhar o nosso mundo, mesmo que para muitos ele seja azul.


O autor
Nascido 30 de junho de 1997, no Rio de Janeiro-RJ, Lorhan Rocha teve seu primeiro contato com a literatura ainda com seus 11 anos de idade quando leu o livro de Julio Verne: Viagem ao Centro da Terra. O autor desde então cria personagens e histórias no intuito de transmitir alguma mensagem para seus leitores. Suas inspirações literárias são: Rô Mierling, Colleen Hoover, Edgar Allan Poe e Stephen King.

Beijinhos, Kim.

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