15 outubro 2017

[Primeiras Impressões] Eu sempre fui Azul

Oi amores! Tudo bem?

Hoje vou falar com vocês sobre o livro "EU SEMPRE FUI AZUL" um livro que aborda como tema a depressão. Isso mesmo, D-E-P-R-E-S-S-Ã-O. Ela mesma, que é conhecida como o mau do século XXI e a uma das doenças mais ignoradas ou debochadas pelas pessoas, pois alguns usam a doença sem realmente a sentir, e assim, muitos podem falar que é frescura, que o depressivo "só quer chamar a atenção", que "é coisa de gente cheia de mimimi" ou até mesmo fingimento, mas NÃO é. DEPRESSÃO É uma DOENÇA e tem tratamento.

Segundo o site Minha Vida "A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, entre os sintomas, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.

Causa:
A depressão é na realidade uma ampla família de doenças, por isso denominada Síndrome. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.
Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.

Alguns sintomas:
Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
Desinteresse, falta de motivação e apatia
Falta de vontade e indecisão
Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo
Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido
Perda ou aumento do apetite e do peso
Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

Como a depressão é diagnosticada?
O diagnóstico da depressão começa com um exame físico. Há algumas viroses, remédios e doenças que podem causar sintomas parecidos com os da depressão. O médico irá querer saber quando os sintomas começaram, quanto eles estão durando e o quão severos são. Também irá querer saber se você já sentiu algo parecido antes e qual foi o tratamento. O histórico familiar também é importante, assim como o uso de drogas e álcool. 
Embora não exista nenhum exame para diagnosticar a depressão, há algumas características que podem levar ao diagnóstico apropriado. Se uma doença física for descartada, seu médico deverá considerar lhe encaminhar para um psicólogo ou para um psiquiatra. Eles vão determinar qual é o melhor tratamento para seu caso: psicoterapia ou remédio ou a combinação de ambos."

Sei que o post está ficando extenso, mas antes de falar sobre o livro necessário comentar sobre a doença, essa a qual eu já sofri. Agora vamos falar sobre o "Eu sempre fui Azul"!
Livro: Eu sempre fui azul.
Autor: Lorhan Rocha
Editora: Skull
Gênero: Drama / Romance
Muitos encaram a depressão de maneiras diferentes, alguns se escondem da sociedade mantendo-se em um quarto escuro. Paulo se inclui nessa classe de pessoas, mas diferente delas, seu quarto não é escuro, ele é Azul, assim como seus sentimentos.
Paulo tem 17 anos e após perder sua mãe e se distanciar de seu pai se encontra vivendo com seus avôs, a vida não é mais fácil, mas também não tão difícil como imaginou que seria, mesmo assim se aventurou no famoso, Baleia Azul. Prestes a cometer a sua última tarefa imposta por seu Curador, bem ao alto do Cristo Redentor, Paulo é interrompido por Alice Silva.
Seria Alice um milagre em sua vida? Seu surgimento foi pura coincidência ou totalmente intencional?

Antes de começar a história do Paulo, temos um prefácio maravilhoso escrito pelo editor Fernando Luiz, que assim como eu comentei, nos faz lembrar que depressão é uma doença e que muitos usam essa palavra como um artifício para chamar a atenção, deixando assim quem tem a doença, com mais um motivo de ficar acuado e muitas vezes não procurar ajuda com medo do que as pessoas irão pensar e falar, e ainda tem uma explicação médica sobre a depressão.
"O mais engraçado quando escutamos as palavras “depressão” e “suicídio” é que sempre existe um por quê... Quando estas palavras estão na mesma frase, sempre existe uma crítica. Posso dizer que existem pessoas que, sim, usam a palavra depressão para chamar atenção, embora não saibam o quanto é preocupante; não pelos efeitos, mas por ser uma doença."

O livro conta a história de Paulo, um adolescente que tem uma vida conturbada, cheia de traumas internos, familiares e escolares. Sem amigos, vive com os avós, mas não tem o amor do avô. Filho de pais separados, sua mãe é viciada e troca sexo por drogas (fico imaginando quantas vezes ele não precisou vivenciar isso enquanto ainda morava com ela), já seu pai construiu outra família e não dá a mínima para o filho. Com tantos problemas externos e internos, ele decide que não quer mais viver e encontra no BLUE WHALE CHALLENGE, o jogo suicida da Baleia Azul uma saída para conseguir dar um fim à sua vida.
No capítulo piloto Paulo está fazendo sua contagem regressiva para se jogar do alto do Cristo Redentor, mas ele distrai-se e é interrompido e puxado para o chão por uma garota a qual ele não reconhece no momento, mas depois descobre que é a Alice.
Alice Silva, mais conhecida como Alice Maravilha estuda no mesmo colégio que Paulo é a garota popular e, com certeza, a mais bonita que Paulo já viu. Depois que impede o garoto de se jogar do Cristo, ela fica na sempre próxima dele e tenta ajudá-lo mesmo ele tentando ignora-lá.
"— Exatamente. Mas o problema é que as cascas se quebram facilmente Paulo, elas não são tão fortes e firmes como obsidian. Elas são frágeis, tão frágeis como seu verdadeiro eu, e mesmo assim você se esconde atrás da casca, pois acha que ela pode ser a capa que vai te proteger da chuva do inverno e das críticas e suposições do mundo que vivemos. — silêncio — Somos pedestres Paulo, e no mundo existem ruas e para você chegar aonde chegou hoje, no alto daquele lugar você precisou de ruas. E por todo lugar existem ruas... E pra toda rua existe um final, ou um ponto de ônibus. Nossas vidas são como ruas e nós somos os pedestres, estamos caminhando desde o momento que colocamos nossos pés no mundo, os pontos de ônibus são parcialmente o que podemos chamar de obstáculos, devemos parar neles, esperarmos o próximo ônibus, para retomar a viagem. Alguns ônibus são rápidos outros nem tanto, depende do ponto de vista e do ônibus que você está, e quando todos os pontos de ônibus tiveram chegado ao fim, é porque você chegou ao limite, ai sim é hora de partir, e hoje não era seu dia de partir Paulo, não hoje, porque seu limite de passagens ainda não expirou."
Com insistência Alice consegue ir quebrando as cascas de Paulo e ele também consegue enxergar por baixo das dela, que não são poucas, nascendo assim uma bela amizade
Entre pessoas do nosso dia-a-dia que nos elevam o astral e pessoas que só nos colocam pra baixo Paulo e Alice vão aprender a viver e crescer.
Temos outras personagens marcantes e pelo que li serão muito importantes para a vida de Paulo, sua avó Samantha e a sua nova professora de língua portuguesa, Shirley.
"Para mim o Azul sempre foi uma cor fria, que transmite sentimentos de autonegação, dores, e a própria depressão em pessoa. E nesse momento eu me sinto tão azul, eu me sinto tão vivo e azul nos braços dela, porque mesmo que eu tenha todos os sentimentos azuis, consigo sentir sentimentos que nunca havia sentido antes."

Realmente o L.R. soube usar as palavras ao abordar o tema, falar sobre depressão não é fácil e muitas vezes as pessoas não conseguem passar a mensagem de uma maneira à alcançar todos, mas aqui quem já passou, passa ou nunca passou pela depressão vai conseguir entrar na história e se colocar no lugar das personagens.
Uma história de amor, amizade, superações, perdas, crescimento e autoconhecimento onde o autor nos faz enxergar o mundo mais azul. Ler os primeiros capítulo desse livro me fez sentir que não estou sozinha nesse naufrágio e que com apoio e ajuda certa podemos ganhar o mundo, o nosso mundo.



"Eu sempre fui Azul" será publicado pela editora Skull e a pré-venda se inicia dia 25 de Outubro de 2017. Não vejo a hora de ter meu livro em mãos e de presentear alguns amigos com essa história.
Tem uma coisa legal nessa pré-venda, caso o autor consiga bater a meta de vender 50 exemplares na pré-venda ele se comprometeu a pintar o cabelo de azul.
Vamos deixar o mundo mais Azul?



Caso já tenham vivenciado ou conheçam alguém que vivencia e queiram deixar seu comentário sobre o tema do livro eu estou aqui para ler e comentar.

Espero que gostem!


Beijinhos, Kim <3

4 comentários

  1. Nossa, ficou muito bom!
    Muito Obrigado <3

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    Respostas
    1. Obrigada pela confiança Lorhan!
      Beijinhos, Kim <3

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  2. Parabéns por falar desse assunto tão difícil, de uma forma simples.

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