01 maio 2017

Hoje acordei com Metade

Oi amores! Tudo bem?

Hoje acordei com Metade, essa linda canção de Oswaldo Montenegro que fala sobre a vida. E vejo que realmente sou feita de metades, nós somos feitos de metades. Algumas que julgo boas e outras que julgo ruins. Mas será que realmente é como eu julgo? Coloquei-me a refletir sobre o meu julgamento, não só sobre mim, mas também sobre cada um que de algum modo, faz parte do meu dia a dia.
Comecei a ver que tenho um olhar meio embaçado sobre as pessoas ao meu redor, que a miopia da vista, não está somente em meus olhos. Percebi que como eu vejo-me e julgo-me, assim ou pior faço com os outros, assim não encontrando algo ou alguém que seja suficientemente bom para mim. E ao perceber isso eu me choquei, pois eu não me enxergo como boa para ninguém, e consequentemente, ninguém será bom para mim, ou será bom demais para mim.
Parei para rever alguns conceitos da minha vida e pasmei com a revelação que tive. Sempre vivi potencializando o negativo, e hoje com uma canção que já ouvi milhares e milhares de vezes consegui enxergar algo que era só olhar no espelho que estava lá. Como a vida é engraçada, ou como o ser humano é engraçado? Deixamos que a miopia da alma modifique os acontecimentos ruins e os enxergamos como monstros que não tem solução, mas na maioria das vezes, somos nós que não queremos solucionar o problema e sim continuar como coitadinhos cheios de traumas e segredos. Mas quando é algo bom, ficamos cegos e muitas vezes nem nos importamos para o que está acontecendo, ao invés de fazer uma festa com as pequenas alegrias, deixamos as de lado e nem vivemos elas, pensando nas coisas ruins do passado.
Precisamos parar de potencializar o que não presta e dar vazão para as coisas boas. As coisas más do nosso passado ou presente só servem para nos ensinar onde não cair novamente e, se a vida nos der uma rasteira e acontecer de novo, já temos uma noção de como sair do abismo.

Mas não foi só a música do Oswaldo que me fez enxergar isso, mais uma vez estava tendo uma dos milhares de crises que tenho no ano, e durante uma tarde minha pastora falou para eu não deixar meus medos me cegarem, pois ainda tenho muito que caminhar e no culto à noite, a palavra veio de encontro ao meu coração, me fazendo refletir se todos os segredos que tenho aqui dentro por anos são mesmo necessários, se tenho uma família que me ama, amigos e um Deus de amor, porque eu guardo tantas coisas só pra mim, ao invés de dividir o fardo. E pensando nisso fui dormir, o dia seguinte foi só escutando músicas e assistindo minha série favorita. Antes de dormir li alguns capítulos de um romance, li meu devocional e fiz minha oração. E hoje acordei com a canção que me fez escrever esse texto. Deixo-a aqui para quem não conhece e quiser ouvir.




METADE – Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é plateia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.”

É isso aí.
Espero que gostem!

Beijos, Kim!

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